Dica de leitura: “Mais Platão, menos Prozac”

Final de agosto de 2000, chegava para morar em Barcelona, cidade que tinha visitado várias vezes, graças a uma tia que morava lá. Foi a primeira cidade europeia que coloquei os pés. Em dezembro daquele ano, estava trabalhando na cafeteria dessa tia e nas horas vagas eu lia. Um dos livros foi “Mais Platão, menos Prozac”, do filósofo Lou Marinoff. É uma crítica às terapias psicanalíticas e antidepressivas tradicionais e uma defesa ao uso do aconselhamento filosófico.
O best-seller, que vendeu mais de 500 mil exemplares nos Estados Unidos, mostra como identificar problemas, expressar emoções de forma construtiva e usar a filosofia para ajudar a fazer escolhas. De forma acessível, o livro traz estudos de casos a partir de experiências de conselheiros filosóficos, para apoiar a defesa da prática. O objetivo de tudo isso? Equilíbrio pessoal, tentar conhecer o mundo e a nós mesmos através da filosofia.

Lembro da sensação ao ler esse livro, tinha 22 anos, estava no meio de uma crise de identidade, ansiosa pelo futuro, e como a cada página (depois das primeiras 100 risos) eu sentia que alguma lição estava aprendendo.
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