Diário da Veronica: “quando a inspiração encontra o paraíso”

Todos os dias eu escrevo. Escrevo na minha mente, escrevo sobre a conexão entre mim e o mundo e fica só para mim, como um diário pessoal que se cancela com o tempo… Difícil encontrar o momento para parar e escrever para o mundo o que aprendo com ele, ou talvez a verdade é que minha mente é mais rápida do que minhas mãos e, quando consigo parar, a inspiração já foi embora, ficando aquela sensação de ter “escrito” um belíssimo texto, e me sinto satisfeita com esse sentimento. Ou quem sabe prefiro essa sensação que é só minha e assim não dou a possibilidade a julgamentos? Quem sabe se o texto era belíssimo na minha mente e quando vou passá-lo para o papel perde o seu encanto? Quem sabe não é o medo de me expor que fala mais alto? Continue lendo “Diário da Veronica: “quando a inspiração encontra o paraíso””

“Ser diferente não é um problema, é riqueza”, Emma Franchini

Livro: Wonder, R.J. Palacio
Redação: Emma Franchini

Desde o começo da minha escolarização, sempre amei ler. Lia qualquer livro que me atraísse ou me aconselhassem, não importava argumento ou se correspondia à minha idade. Ao fazer isso, ao longo dos anos eu li muitos livros, alguns mais interessantes, outros menos, mas apenas um realmente me deixou um ensinamento que carregarei sempre comigo, onde quer que eu vá e quem quer que eu encontre. Este livro é Wonder, de R.J. Palacio. Continue lendo ““Ser diferente não é um problema, é riqueza”, Emma Franchini”

Dica de leitura: “Mais Platão, menos Prozac”

Final de agosto de 2000, chegava para morar em Barcelona, cidade que tinha visitado várias vezes, graças a uma tia que morava lá. Foi a primeira cidade europeia que coloquei os pés. Em dezembro daquele ano, estava trabalhando na cafeteria dessa tia e nas horas vagas eu lia. Um dos livros foi “Mais Platão, menos Prozac”, do filósofo Lou Marinoff. É uma crítica às terapias psicanalíticas e antidepressivas tradicionais e uma defesa ao uso do aconselhamento filosófico.
O best-seller, que vendeu mais de 500 mil exemplares nos Estados Unidos, mostra como identificar problemas, expressar emoções de forma construtiva e usar a filosofia para ajudar a fazer escolhas. De forma acessível, o livro traz estudos de casos a partir de experiências de conselheiros filosóficos, para apoiar a defesa da prática. O objetivo de tudo isso? Equilíbrio pessoal, tentar conhecer o mundo e a nós mesmos através da filosofia.

Lembro da sensação ao ler esse livro, tinha 22 anos, estava no meio de uma crise de identidade, ansiosa pelo futuro, e como a cada página (depois das primeiras 100 risos) eu sentia que alguma lição estava aprendendo.
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Apropriação cultural: será que entendi?

Imagem: (reprodução/youtube)

A beleza do mundo é a sua diversidade. Podemos gostar de um determinado pintor, um determinado poeta, nos identificar com um tipo de literatura, de música, mas é inegável a influência da arte no nosso dia-a-dia. Por arte entendo qualquer e toda expressão artística que comunica, com quem a aprecia ou não.

A comunicação é a força da arte.
Pegamos como exemplo o último videoclipe da cantora Anitta, lançado recentemente. Três minutos e vinte e seis segundos que provocaram uma chuva de comentários, (re)abrindo o debate sobre vários temas. Duzentos e seis segundos que foram capazes de (re)trazer a tona desde objetificação do corpo feminino à apropriação cultural.

A música, expressão artística com capacidade de comunicação tão vasta, que existem poucas capazes de chegar a tantas pessoas, de tantos ambientes diferentes. Uma mistura de interpretações, um cruzamento, quando se ataca, ou uma multiplicação, quando se respeita. O poder de comunicar a tantos pontos de vista diferentes deixa a música vulnerável a diferentes interpretações, ficando muitas vezes com um sabor agridoce, provocando um conflito interno, propício a despertar a hipocrisia presente na nossa consciência coletiva (https://goo.gl/DYxhYj).
Confesso que não conhecia Anitta, nem era ou sou familiarizada com o funk. A primeira vez que a vi foi nesse videoclipe “Vai Malandra”, que provocou textos como este, em vários lugares do mundo, que em pouco mais de uma semana teve quase 100 milhões de visualizações. O cenário é a favela carioca, com figurantes moradores de lá, destacando a cultura da comunidade, com muita dança, alegria e sorrisos.
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Meias verdades: livro de crônicas

Ambicioso, aparentemente utópico, Meias verdades pretende cativar os leitores e fazê-los refletir sobre temas essenciais para a convivência social. A partir de histórias baseadas em situações reais, a autora oferece diferentes visões de uma mesma realidade. Entrecruzando diferentes áreas do conhecimento (filosofia, antropologia, psicologia), Veronica Botelho aborda em uma linguagem simples e envolvente questões cruciais da contemporaneidade, desde reflexões sobre o tempo, memória, identidade, liberdade, educação e amor até questões ligadas a racismo, xenofobia e ética na política. O livro é composto por oito crônicas, escritas com a leveza própria do gênero e com tom reflexivo, de tal modo que podem ser lidas como ensaios curtos, cada um sobre um tema específico. A verdadeira utopia é acreditar que exista uma única verdade, mas podemos juntar as nossas “meias verdades” e quebrar tabus e preconceitos para construir um todo e criar diálogos interculturais.

 

Livro “Meias Verdades” disponível em:
Amazon: http://a.co/3VxxZGA
Saraiva: https://goo.gl/yuUfrP
Digitaliza Brasil: https://goo.gl/s5KscL