“Ser diferente não é um problema, é riqueza”, Emma Franchini

Livro: Wonder, R.J. Palacio
Redação: Emma Franchini

Desde o começo da minha escolarização, sempre amei ler. Lia qualquer livro que me atraísse ou me aconselhassem, não importava argumento ou se correspondia à minha idade. Ao fazer isso, ao longo dos anos eu li muitos livros, alguns mais interessantes, outros menos, mas apenas um realmente me deixou um ensinamento que carregarei sempre comigo, onde quer que eu vá e quem quer que eu encontre. Este livro é Wonder, de R.J. Palacio. Continue lendo ““Ser diferente não é um problema, é riqueza”, Emma Franchini”

Apropriação cultural: será que entendi?

Imagem: (reprodução/youtube)

A beleza do mundo é a sua diversidade. Podemos gostar de um determinado pintor, um determinado poeta, nos identificar com um tipo de literatura, de música, mas é inegável a influência da arte no nosso dia-a-dia. Por arte entendo qualquer e toda expressão artística que comunica, com quem a aprecia ou não.

A comunicação é a força da arte.
Pegamos como exemplo o último videoclipe da cantora Anitta, lançado recentemente. Três minutos e vinte e seis segundos que provocaram uma chuva de comentários, (re)abrindo o debate sobre vários temas. Duzentos e seis segundos que foram capazes de (re)trazer a tona desde objetificação do corpo feminino à apropriação cultural.

A música, expressão artística com capacidade de comunicação tão vasta, que existem poucas capazes de chegar a tantas pessoas, de tantos ambientes diferentes. Uma mistura de interpretações, um cruzamento, quando se ataca, ou uma multiplicação, quando se respeita. O poder de comunicar a tantos pontos de vista diferentes deixa a música vulnerável a diferentes interpretações, ficando muitas vezes com um sabor agridoce, provocando um conflito interno, propício a despertar a hipocrisia presente na nossa consciência coletiva (https://goo.gl/DYxhYj).
Confesso que não conhecia Anitta, nem era ou sou familiarizada com o funk. A primeira vez que a vi foi nesse videoclipe “Vai Malandra”, que provocou textos como este, em vários lugares do mundo, que em pouco mais de uma semana teve quase 100 milhões de visualizações. O cenário é a favela carioca, com figurantes moradores de lá, destacando a cultura da comunidade, com muita dança, alegria e sorrisos.
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Meias verdades: livro de crônicas

Ambicioso, aparentemente utópico, Meias verdades pretende cativar os leitores e fazê-los refletir sobre temas essenciais para a convivência social. A partir de histórias baseadas em situações reais, a autora oferece diferentes visões de uma mesma realidade. Entrecruzando diferentes áreas do conhecimento (filosofia, antropologia, psicologia), Veronica Botelho aborda em uma linguagem simples e envolvente questões cruciais da contemporaneidade, desde reflexões sobre o tempo, memória, identidade, liberdade, educação e amor até questões ligadas a racismo, xenofobia e ética na política. O livro é composto por oito crônicas, escritas com a leveza própria do gênero e com tom reflexivo, de tal modo que podem ser lidas como ensaios curtos, cada um sobre um tema específico. A verdadeira utopia é acreditar que exista uma única verdade, mas podemos juntar as nossas “meias verdades” e quebrar tabus e preconceitos para construir um todo e criar diálogos interculturais.

 

Livro “Meias Verdades” disponível em:
Amazon: http://a.co/3VxxZGA
Saraiva: https://goo.gl/yuUfrP
Digitaliza Brasil: https://goo.gl/s5KscL