Quanta razão tinha Umberto Eco: “o fascismo eterno”

Por Veronica Botelho

Após a execução da socióloga, feminista e militante dos direitos humanos brasileira Marielle Franco, em março de 2018, escrevi um texto onde fazia um paralelismo da situação atual em três lugares que considero como casa: Brasil, Itália e Catalunha. A conclusão a qual cheguei foi que a democracia está morrendo, está perdendo para um fascismo emascarado, e que estamos todos divididos, negando a realidade. Recentemente, me deparei com o texto “O fascismo eterno”, que o escritor, filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo italiano Umberto Eco escreveu em 1995, para uma conferência da Universidade Columbia, de Nova York, durante celebração da liberação da Europa. Com esse texto, mais uma vez Umberto Eco nos faz refletir e encontrar respostas para o que estamos vivendo.

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“Ser diferente não é um problema, é riqueza”, Emma Franchini

Livro: Wonder, R.J. Palacio
Redação: Emma Franchini

Desde o começo da minha escolarização, sempre amei ler. Lia qualquer livro que me atraísse ou me aconselhassem, não importava argumento ou se correspondia à minha idade. Ao fazer isso, ao longo dos anos eu li muitos livros, alguns mais interessantes, outros menos, mas apenas um realmente me deixou um ensinamento que carregarei sempre comigo, onde quer que eu vá e quem quer que eu encontre. Este livro é Wonder, de R.J. Palacio. Continue lendo ““Ser diferente não é um problema, é riqueza”, Emma Franchini”

A artista por trás da mão

A força da imagem da mão que oferece a flor, obra Kindness (gentileza), símbolo do livro Meias Verdades, da escritora Veronica Botelho, está no poder da escolha. A mão que pode bater é a mesma que acolhe.  Então, que a opção seja pela oferta de amor. O livro não poderia ter melhor representação.

A artista por trás da ilustração é a italiana Carla Bruttini. “A ideia surgiu de forma intuitiva, num mundo onde tem havido pouco espaço para a bondade”, explica Carla.  Em Kindness, Carla utiliza uma técnica mista com colagem, cada uma é diferente, única e original, a forma é a mesma, como a própria raça humanaContinue lendo “A artista por trás da mão”

Marielle, presente no mundo.

Ilustração: Giulia Cavalcanti  Instagram @giulialovesmuffins

A execução de Marielle é um reflexo do que está acontecendo em vários lugares do mundo.

Quando decidimos morar fora do nosso país de origem, nem sempre pensamos no tempo que perderemos. No meu caso, no início era tudo descoberta. Vir morar no exterior no final dos anos 90 foi uma escolha, não uma necessidade. Passei vários anos tentando entender como funcionava as culturas com as quais começava a entrar em contato. Aprendi que eu, como jovem negra, era mais respeitada e aceita fora do meu próprio país. Aprendi, vendo na prática, que existia um respeito pelas pessoas, e naquela época a curiosidade pelas diferentes culturas na Europa era mais forte que os casos de “racismo” e xenofobia. Aprendi a lutar junto com amigas catalães, pelos direitos humanos, pelo direito a se ter uma voz, comecei a me interessar mais pela política, a entender a importância da implicação dos jovens na mesma. No Brasil vivia numa situação privilegiada e fora da realidade da maioria, mas só percebi a incoerência e injustiça existente, quando comecei a viajar. Foi na Catalunha que aprendi a importância de lutarmos juntos por nossos ideais, por nossos direitos. Foi lá que aprendi a importância de não nos calar!
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