Acredito que uma das funções de quem escreve é devolver às palavras os seus significados originais. Caso não seja possível, pelo menos tentar dar uma explicação, abrir um diálogo sobre o porquê uma palavra se perdeu pelo caminho, ganhando outra conotação, mudando sentidos, significados, mas, principalmente, tentar prestar atenção em como a sentimos. Uma palavra que escutamos diariamente, principalmente aqui na Europa e que está nos focos de cada noticiário, é a “refugiado”.
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Tag: política
Marielle, presente no mundo.
Ilustração: Giulia Cavalcanti Instagram @giulialovesmuffins
A execução de Marielle é um reflexo do que está acontecendo em vários lugares do mundo.
Quando decidimos morar fora do nosso país de origem, nem sempre pensamos no tempo que perderemos. No meu caso, no início era tudo descoberta. Vir morar no exterior no final dos anos 90 foi uma escolha, não uma necessidade. Passei vários anos tentando entender como funcionava as culturas com as quais começava a entrar em contato. Aprendi que eu, como jovem negra, era mais respeitada e aceita fora do meu próprio país. Aprendi, vendo na prática, que existia um respeito pelas pessoas, e naquela época a curiosidade pelas diferentes culturas na Europa era mais forte que os casos de “racismo” e xenofobia. Aprendi a lutar junto com amigas catalães, pelos direitos humanos, pelo direito a se ter uma voz, comecei a me interessar mais pela política, a entender a importância da implicação dos jovens na mesma. No Brasil vivia numa situação privilegiada e fora da realidade da maioria, mas só percebi a incoerência e injustiça existente, quando comecei a viajar. Foi na Catalunha que aprendi a importância de lutarmos juntos por nossos ideais, por nossos direitos. Foi lá que aprendi a importância de não nos calar!
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Meias verdades: livro de crônicas
Ambicioso, aparentemente utópico, Meias verdades pretende cativar os leitores e fazê-los refletir sobre temas essenciais para a convivência social. A partir de histórias baseadas em situações reais, a autora oferece diferentes visões de uma mesma realidade. Entrecruzando diferentes áreas do conhecimento (filosofia, antropologia, psicologia), Veronica Botelho aborda em uma linguagem simples e envolvente questões cruciais da contemporaneidade, desde reflexões sobre o tempo, memória, identidade, liberdade, educação e amor até questões ligadas a racismo, xenofobia e ética na política. O livro é composto por oito crônicas, escritas com a leveza própria do gênero e com tom reflexivo, de tal modo que podem ser lidas como ensaios curtos, cada um sobre um tema específico. A verdadeira utopia é acreditar que exista uma única verdade, mas podemos juntar as nossas “meias verdades” e quebrar tabus e preconceitos para construir um todo e criar diálogos interculturais.
Livro “Meias Verdades” disponível em:
Amazon: http://a.co/3VxxZGA
Saraiva: https://goo.gl/yuUfrP
Digitaliza Brasil: https://goo.gl/s5KscL
