Passo a passo para interagir com uma nova cultura

Por Veronica Botelho

Quando damos de cara com uma nova realidade, com um ponto de vista diferente do nosso, quando nos encontramos em novos ambientes, em situações diretamente condicionadas ao fator cultural. Interagir com uma nova cultura nunca é fácil!

Podemos estar falando de cenários dentro de uma mesma cidade, como de situações entre ocidente e oriente, países desenvolvidos e “subdesenvolvidos” (detesto essa palavra, me parece puro condicionamento (in) consciente ao etnocentrismo). Todavia com todas as diferenças culturais que possam existir, também existem condições que nos tornam iguais, que nos une.

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Dica de leitura: “Mais Platão, menos Prozac”

Final de agosto de 2000, chegava para morar em Barcelona, cidade que tinha visitado várias vezes, graças a uma tia que morava lá. Foi a primeira cidade europeia que coloquei os pés. Em dezembro daquele ano, estava trabalhando na cafeteria dessa tia e nas horas vagas eu lia. Um dos livros foi “Mais Platão, menos Prozac”, do filósofo Lou Marinoff. É uma crítica às terapias psicanalíticas e antidepressivas tradicionais e uma defesa ao uso do aconselhamento filosófico.
O best-seller, que vendeu mais de 500 mil exemplares nos Estados Unidos, mostra como identificar problemas, expressar emoções de forma construtiva e usar a filosofia para ajudar a fazer escolhas. De forma acessível, o livro traz estudos de casos a partir de experiências de conselheiros filosóficos, para apoiar a defesa da prática. O objetivo de tudo isso? Equilíbrio pessoal, tentar conhecer o mundo e a nós mesmos através da filosofia.

Lembro da sensação ao ler esse livro, tinha 22 anos, estava no meio de uma crise de identidade, ansiosa pelo futuro, e como a cada página (depois das primeiras 100 risos) eu sentia que alguma lição estava aprendendo.
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