Veronica Botelho

“Que tipo de globalização queremos?”, de Marc Torra

Artigo de Marc Torra
Tradução de Veronica Botelho

Abstract

A globalização envolve um processo de “interação” e “integração” de povos e economias. Este artigo discute se o aspecto de ‘integração’ do processo levará inevitavelmente à homogeneização cultural ou se, ao contrário, o aspecto ‘interação’ pode ajudar a fortalecer as identidades culturais. Continue lendo ““Que tipo de globalização queremos?”, de Marc Torra”

Veronica Botelho

A artista por trás da mão

A força da imagem da mão que oferece a flor, obra Kindness (gentileza), símbolo do livro Meias Verdades, da escritora Veronica Botelho, está no poder da escolha. A mão que pode bater é a mesma que acolhe.  Então, que a opção seja pela oferta de amor. O livro não poderia ter melhor representação.

A artista por trás da ilustração é a italiana Carla Bruttini. “A ideia surgiu de forma intuitiva, num mundo onde tem havido pouco espaço para a bondade”, explica Carla.  Em Kindness, Carla utiliza uma técnica mista com colagem, cada uma é diferente, única e original, a forma é a mesma, como a própria raça humanaContinue lendo “A artista por trás da mão”

Veronica Botelho

Marielle, presente no mundo.

Ilustração: Giulia Cavalcanti  Instagram @giulialovesmuffins

A execução de Marielle é um reflexo do que está acontecendo em vários lugares do mundo.

Quando decidimos morar fora do nosso país de origem, nem sempre pensamos no tempo que perderemos. No meu caso, no início era tudo descoberta. Vir morar no exterior no final dos anos 90 foi uma escolha, não uma necessidade. Passei vários anos tentando entender como funcionava as culturas com as quais começava a entrar em contato. Aprendi que eu, como jovem negra, era mais respeitada e aceita fora do meu próprio país. Aprendi, vendo na prática, que existia um respeito pelas pessoas, e naquela época a curiosidade pelas diferentes culturas na Europa era mais forte que os casos de “racismo” e xenofobia. Aprendi a lutar junto com amigas catalães, pelos direitos humanos, pelo direito a se ter uma voz, comecei a me interessar mais pela política, a entender a importância da implicação dos jovens na mesma. No Brasil vivia numa situação privilegiada e fora da realidade da maioria, mas só percebi a incoerência e injustiça existente, quando comecei a viajar. Foi na Catalunha que aprendi a importância de lutarmos juntos por nossos ideais, por nossos direitos. Foi lá que aprendi a importância de não nos calar!
Continue lendo “Marielle, presente no mundo.”

Veronica Botelho

Dica de leitura: “Mais Platão, menos Prozac”

Final de agosto de 2000, chegava para morar em Barcelona, cidade que tinha visitado várias vezes, graças a uma tia que morava lá. Foi a primeira cidade europeia que coloquei os pés. Em dezembro daquele ano, estava trabalhando na cafeteria dessa tia e nas horas vagas eu lia. Um dos livros foi “Mais Platão, menos Prozac”, do filósofo Lou Marinoff. É uma crítica às terapias psicanalíticas e antidepressivas tradicionais e uma defesa ao uso do aconselhamento filosófico.
O best-seller, que vendeu mais de 500 mil exemplares nos Estados Unidos, mostra como identificar problemas, expressar emoções de forma construtiva e usar a filosofia para ajudar a fazer escolhas. De forma acessível, o livro traz estudos de casos a partir de experiências de conselheiros filosóficos, para apoiar a defesa da prática. O objetivo de tudo isso? Equilíbrio pessoal, tentar conhecer o mundo e a nós mesmos através da filosofia.

Lembro da sensação ao ler esse livro, tinha 22 anos, estava no meio de uma crise de identidade, ansiosa pelo futuro, e como a cada página (depois das primeiras 100 risos) eu sentia que alguma lição estava aprendendo.
Continue lendo “Dica de leitura: “Mais Platão, menos Prozac””